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7 métodos para destralhar

Kenji Sato2026년 8월 19일 · 9분 읽기
Destralhar a casa pode ser bastante satisfatório, mas também é uma daquelas tarefas que muitas pessoas vão adiando.
Para alguns, parece demasiado cansativa; para outros, é simplesmente aborrecida. A boa notícia é que existem métodos que ajudam a tornar o processo mais simples e menos intimidante.
Ao longo dos anos, foram testadas várias estratégias, desde o conhecido método KonMari até à curiosa técnica da “pista de esqui”. Algumas são ideais para arrumar um espaço específico, como um roupeiro cheio ou uma mesa de cabeceira, enquanto outras funcionam melhor em zonas maiores, como a garagem, o sótão ou a cave.
O mais importante é encontrar uma abordagem que consiga manter no dia a dia. Com o método certo, destralhar pode tornar-se muito mais fácil — e até agradável, sobretudo com uma boa playlist ou um podcast a acompanhar.

1. Método da “pista de esqui”

O chamado método da “pista de esqui” destaca-se pela simplicidade. Foi criado por Anita Yokota para o livro Home Therapy. Antiga terapeuta e atualmente designer de interiores, Yokota desenvolveu esta técnica para ajudar os seus clientes a lidar melhor com a desorganização.
A ideia consiste em organizar uma divisão de forma metódica, percorrendo-a de um lado para o outro, como se estivesse a descer uma pista de esqui em ziguezague.
Em vez de tentar arrumar tudo de uma vez, divide-se mentalmente o espaço em pequenas zonas. Começa-se num canto e avança-se progressivamente para o lado oposto, descendo pela divisão até chegar ao fim.
Porque funciona: reduz a sensação de estar perante uma tarefa enorme e oferece um percurso claro a seguir.
Anita Yokota compara uma divisão desarrumada a uma pista íngreme: descer em linha reta pode parecer assustador, mas fazer o percurso de um lado para o outro torna a inclinação mais fácil de enfrentar.
Mesmo assim, uma única divisão pode transformar-se num projeto demorado. Fazer pausas continua a ser importante, assim como garantir que não ficam esquecidas zonas no centro da divisão.

2. Swedish Death Cleaning

O nome pode parecer um pouco sombrio, mas o conceito do Swedish Death Cleaning tem um objetivo bastante prático. O método foi popularizado por Margareta Magnusson no livro The Gentle Art of Swedish Death Cleaning.
Originalmente, foi pensado para pessoas numa fase mais avançada da vida, incentivando-as a eliminar bens desnecessários para que os familiares não tenham de lidar com uma grande quantidade de objetos no futuro.
No entanto, Magnusson sublinha que esta abordagem pode ser usada em qualquer idade.
Se já é difícil fechar uma gaveta ou a porta de um armário, isso pode ser um sinal de que chegou o momento de rever aquilo que realmente precisa de guardar.
Como começar: a recomendação é tratar primeiro dos objetos maiores e deixar as peças pequenas e sentimentais para o fim.
Caves e sótãos podem ser bons pontos de partida, precisamente porque tendem a acumular muitos objetos ao longo do tempo.
Também é aconselhável eliminar duplicados, mantendo aquilo que torna a vida agradável e confortável. Em alguns casos, essa sensação de conforto pode até aumentar quando há menos objetos à volta.
Como se trata de uma organização profunda de toda a casa, o processo pode ser longo. O ideal é fazê-lo por etapas e sem pressa.

3. Método das quatro caixas

Para quem está a começar a destralhar ou quer tratar apenas de uma pequena zona da casa, o método das quatro caixas é uma das opções mais simples.
Basta preparar quatro caixas vazias e atribuir uma função a cada uma.
As categorias mais comuns são: “guardar”, “deitar fora”, “doar” e “vender”.
Existem variantes que incluem categorias como “mudar de sítio” ou “decidir mais tarde”. No entanto, estas opções podem tornar-se problemáticas se não houver disciplina para voltar aos objetos posteriormente.
Nesse caso, corre-se o risco de apenas deslocar a desarrumação de um local para outro.
Depois de preparar as caixas, basta pegar em cada objeto e colocá-lo numa das categorias. A quantidade acumulada em cada caixa ajuda também a perceber como está a correr o processo.
Se praticamente tudo acabar na caixa “guardar” ou “decidir depois”, talvez seja necessário rever os critérios usados.
A principal limitação deste método é precisamente essa: é simples de aplicar, mas oferece pouca orientação sobre como decidir o que deve ficar ou sair.

4. Método KonMari

O método KonMari, criado por Marie Kondo, é provavelmente uma das técnicas de organização mais conhecidas do mundo. O seu sucesso deu origem a vários livros e, em 2019, a uma série da Netflix.
Ao contrário de outras estratégias que organizam divisão por divisão, o KonMari propõe tratar os objetos por categorias.
A ordem recomendada é: roupa, livros, papéis, komono — objetos diversos — e, por último, objetos sentimentais.
A sequência é importante porque começa pelas categorias consideradas mais fáceis e deixa as decisões emocionalmente mais difíceis para o final.
Para decidir se deve guardar um objeto, Marie Kondo recomenda perguntar se ele “desperta alegria”.
Se a resposta for positiva, o objeto continua a ter valor. Caso contrário, a sugestão é agradecer simbolicamente pelo serviço prestado e deixá-lo ir.
É uma forma bastante emocional de organizar a casa, mas pode ser particularmente útil para quem tem dificuldade em decidir o que conservar.
No livro Spark Joy, Kondo explica que um objeto que desperta alegria tende a provocar uma sensação física positiva, enquanto algo sem esse significado pode transmitir uma sensação de peso.

5. Packing Party

O método Packing Party é bastante mais radical e exige algum esforço. Ainda assim, pode ser útil para perceber aquilo que realmente usa — sobretudo antes de uma mudança de casa.
A técnica foi criada por The Minimalists, o grupo associado ao The Minimalists Podcast e ao documentário da Netflix The Minimalists: Less Is Now, lançado em 2021.
A proposta é simples: colocar roupa, móveis e outros bens em caixas como se estivesse prestes a mudar de casa.
A componente de “festa” surge da sugestão de convidar amigos para ajudar a empacotar tudo.
Depois disso, só devem ser retirados das caixas os objetos necessários para uso imediato, como a escova de dentes ou a roupa do dia a dia.
Ao fim de três semanas, torna-se possível analisar aquilo que foi realmente utilizado e perceber quais são os objetos com maior valor prático.
O restante pode ser vendido ou doado.
Atenção: esta é uma abordagem extrema e deve ser aplicada com bom senso.
Existem objetos sazonais que podem não ser usados durante essas três semanas, assim como documentos importantes e outros bens que não são necessários diariamente, mas que obviamente não devem ser eliminados.

6. Jogo do minimalismo

Também criado por The Minimalists, o Minimalism Game transforma o destralhar numa espécie de desafio diário.
A regra é fácil de perceber: no primeiro dia do mês elimina-se um objeto, no segundo dia dois, no terceiro três, e assim sucessivamente.
Para tornar tudo mais competitivo, é possível convidar amigos e ver quem consegue chegar mais longe.
No início parece simples, mas a dificuldade aumenta rapidamente à medida que o mês avança.
Além disso, os objetos devem efetivamente sair de casa todos os dias, seja através de doação, reciclagem ou venda.
Num mês de 31 dias, quem completar o desafio terá eliminado um total de 465 objetos.
O ponto forte: é extremamente eficaz para reduzir rapidamente a quantidade de coisas acumuladas.
Por outro lado, como existe uma meta numérica diária, pode tornar-se demasiado agressivo. Há o risco de escolher objetos apenas para cumprir o número do dia e acabar por se arrepender mais tarde.
Se for feito com calma e atenção, continua a ser uma técnica bastante eficaz.

7. Regra “entra um, sai um”

Depois de terminar uma grande organização, o desafio passa a ser evitar que a casa volte a acumular objetos.
É aí que entra a regra “entra um, sai um”.
O princípio é simples: sempre que entra um objeto novo, deve sair outro equivalente.
Por exemplo, se depois de organizar o roupeiro comprar novos casacos, cachecóis, sapatos ou vestidos ao longo do ano, o espaço pode rapidamente voltar ao ponto de partida.
Ao retirar uma peça sempre que acrescenta outra, a quantidade total mantém-se relativamente estável.
Esta regra também pode ajudar a controlar compras por impulso.
Antes de comprar, vale a pena perguntar: “Preciso mesmo destas botas?” ou “Há algum par que esteja disposto a deixar sair em troca?”
Essa pequena pausa pode ser suficiente para evitar uma compra desnecessária e manter a casa organizada durante mais tempo.

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